Classificação Básica dos Vedadores Segundo suas Aplicações



Anéis O'Ring

V'Rings

Anéis Raspadores

Anéis União

Gaxetas

Jogos de Chevron

Retentores

O'Ring (Anéis "O")


Generalidades

Define-se O'Ring como um vedador estático ou dinâmico de borracha com um formato de anel e seção circular, o qual é alojado em uma ranhura pré-dimensionada, que submete a seção do anel a uma pressão, assegurando assim a vedação inicial do sistema.

A pressão do fluído exercida sobre o anel deforma o mesmo, comprimindo-o contra a extremidade oposta à ranhura, transmitindo essa pressão às superfícies a vedar. Portanto, conclui - se que a vedação do sistema é mantida pela pressão inicial.

O O'Ring é o mais versátil de todos os vedadores e tem vasta aplicação no campo das vedações, principalmente na hidráulica e pneumática.




Extrusão

A extrusão torna-se uma constante à medida que os anéis são obrigados a suportarem maiores pressões, uma vez que altas pressãoes provocam deformações exageradasnos anéis.

Os limites de pressões a que estão sujeitos os anéis podem ser controlados através da folga diametral e da dureza do anel.A folga diametral é o espaço que existe entre o diâmetro interno do cilindro e o diâmetro da haste ou o diâmetro externo do êmbolo.




Limites de Extrusão para O'Rings

O recurso usado para diminuir a possibilidade de extrusão, aumentando a capacidade do anel para suportar pressões, reside em utilizar anéis antiextrusão, que têm a função de eliminar a folga diametral do sistema. São fabricados em teflon ou borracha dura.


Vedações Estáticas

As vedações estáticas são aplicadas em flanges, tampas, assentos de válvulas e uniões. São denominados vedadores estáticos por:


A capacidade de suportar pressão de um anel estático aumenta à medida que se fecha o espaço da folga.Se as superfícies que comprimem o anel forem lisas, paralelas e com recursos para fazerem o contato metal com metal, o anel pode suportar pressões de até 1.000 Kg/cm².

A fim de garantir um excelente desempenho dos O'Rings que vedam em sistemas estáticos, foram desenvolvidas dimensões padronizadas para os alojamentos dos mesmos.

 

Vedações dinâmicas com movimento alternativo

Os O'Rings atingem excelente rendimento na hidráulica ou na pneumática, quando aplicados a sistemas de pequenos diâmetro, pequenos cursos e pressões moderadas. Isso não significa que não sejam adequados a outros sistemas. Não são recomendados para sistemas com velocidades muito baixas, por aumentarem consideravelmente o atrito, provocando desgaste prematuro no anel.


Em geral, os anéis para movimentos alternativos apresentam excelente desempenho a pressões <= 70 kg/cm² e velocidade <=0,3 m/s; com a utilização dos anéis antiextrusão chega-se a pressões <=100 kg/cm².
Uma boa opção é o uso do conjunto O'Ring com anel de teflon que chega a suportar pressões <=250kg/cm² e velocidade<=4,0m/s.
A fim de garantir um excelente desempenho dos O'Rings que vedam sistemas com movimentos alternativos, foram desenvolvidas dimensões padronizadas para os alojamentos dos mesmos.


Vedações dinâmicas com movimento rotativo

As aplicações de O'Rings para movimentos rotativos quase não existem, uma vez que as velocidades admissíveis são baixas.
Os anéis podem ser utilizados em movimentos rotativos para velocidades =<6,0 m/s, mas os melhores resultados são obtidos com velocidades inferiores a =<1,0 m/s e pressões =<50Kg/cm2.
Os O'Rings atingem excelente rendimento na hidráulica ou na pneumática, quando aplicados a sistemas de pequenos diâmetro, pequenos cursos e pressões moderadas. Isso não significa que não sejam adequados a outros sistemas. Não são recomendados para sistemas com velocidades muito baixas, por aumentarem consideravelmente o atrito, provocando desgaste prematuro no anel.

Em geral, os anéis para movimentos alternativos apresentam excelente desempenho a pressões <= 70 kg/cm² e velocidade <=0,3 m/s; com a utilização dos anéis antiextrusão chega-se a pressões <=100 kg/cm².
Uma boa opção é o uso do conjunto O'Ring com anel de teflon que chega a suportar pressões <=250kg/cm² e velocidade<=4,0m/s.
A fim de garantir um excelente desempenho dos O'Rings que vedam sistemas com movimentos alternativos, foram desenvolvidas dimensões padronizadas para os alojamentos dos mesmos.


É importante que o anel fique alojado na parte estacionária do equipamento e que o mesmo não faça a função de bucha do sistema.
A fim de garantir o excelente desempenho dos O'Rings que vedam sistemas com movimentos rotativos, foram desenvolvidas dimensões padronizadas para os alojamentos dos mesmos.


Montagem

Os anéis sofrem compressão durante a montagem para garantir a pressão inicial do sistema. Devido a essa compressão, é comum verificarem-se danos nos anéis. Para diminuir os riscos de vazamento causado por anéis danificados e também a fim de facilitar a montagem, convém eliminar os cantos vivos por onde o anel deva passar e usar dispositivos quando este ficaralojado depois de canais, roscas, chavetas, etc.
A presença de rebarbas e partículas abrasivas nos alojamentos pode danificar ou apresentar desgaste prematuro dos anéis.
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V'Rings

Generalidades

V'Ring é um vedador de borracha com formato de anel e seção definida, com lábios de vedação em uma das extremidades e corpo para dar rigidez à peça.
Ele é ficado no eixo sob pressão e gira solidário ao mesmo, proporcionando excelente eficiência. Essa eficiência deve-se à força centrífuga que atua no mesmo, lançando para fora da área de vedação as partículas abrasivas que provocam desgates prematuro nos V'Rings.
É aplicado como vedador ou como anel raspador em movimento rotativos de altas velocidades e baixíssimas pressões.

Montagem

Os V'Rings são montados nos eixos com uma certa pressão e giram solidários aos mesmos. A vedação ou respagem é efetuada pelo lábio de vedação em uma face estacionária perpendicular ao eixo.
A face estacionária precisa estar isenta de rebarbas e partículas abrasivas para aumentar a vida útil do V'Ring.


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Anéis Raspadores

Generalidades
O anel raspador é formado por uma peça moldada de borracha com um lábio de raspagem de ângulo positivo e uma seção rígida para montagem, com ou sem anel metálico.
Sua função consiste na remoção de poeira e partículas abrasivas que se depositam nas hastes de sistemas hidráulicos ou pneumáticos, com o objetivo de proteger as superfícies internas do equipamento.
A mesma proteção se faz necessária aos movimentos rotativos, que se protegem com os retentores providos de guarda-pó ou com retentor convencional montado no sentido a vedar as impurezas.
Os modelos sem anel metálico possuem uso limitado a pequenos diâmetros, uma vez que grandes diâmetros requerem seções rígidas para evitar o levantamento do lábio provocado pelo movimento ou pela pressão exercida no lábio.Eles exigem alojamentos com tolerâncias apertadas.
Os modelos com anel metálico, por possuírem excelente rigidez e configuração geométrica adequada à raspagem, são considerados os raspadores de melhor eficiência e denominados anéis raspadores de extremidade aberta.

Montagem
A profundidade dos alojamentos dos anéis raspadores deve corresponder à altura menor do raspador (h), para evitar acúmulo de impurezas entre o alojamento e o lábio de raspagem, o que ocorrerá se o lábio estiver dentro do alojamento.
Observar que o lábio de raspagem não entre em contato com saliências da superfície deslizante.

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Anéis União para Parafusos

Generalidades
O anel união é um vedados tipo junta usado em parafusos, formado por uma vedação de borracha em forma trapezoidal e um anel metálico.
Suporta pressões superiores a 700Kg/cm2, é aplicado também na vedação de flanges de pequenas dimensões.
O anel metálico controla o grau de fechamento e evita extrusão ou deformação da seção de vedação.

Montagem

A fim de alcaçar uma superfície de apoio perfeito para a vedação, os furos de passagem não devem ter cantos quebrados; as bordas dos furos devem apenas serem rebarbadas levemente e as superfícies planas devem estar isentas de estrias e com usinagem lisa.
O anel união deve ser centrado pelo diâmetro externo, para evitar que a vedação fique sob a folga entre o parafuso e o furo de passagem.

 


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Gaxetas

Generalidades
Define-se a gaxeta convencional como sendo um anel usualmente de borracha com lábio ou lábios que fazem a vedação de sistemas hidráulicos ou pneumáticos. É denominada de vedador automático, por sua capacidade de vedar com a prórpia pressão exercida contra a parede do cilindro da haste ou do êmbolo.
A função das gaxetas é vedar sistemas de movimentos alternativos que fogem à capacidade de vedação dos O'Rings, com a vantagem de apresentar excelente desempenho e desgaste mínimo pelo fato de a pressão sobre os lábios ser proporcional à pressão do fluido.
As gaxetas fazem vedação para sistema de baixas e altas pressões, dependendo da dureza de seu material, modelo e perfil.

As gaxetas modelos "U" e "L" podem ser adaptadas a sistemas de duplo efeito, mas exigem alojamentos maiores que os vedadores de êmbolo.
Consegue-se moldar alguns modelos em couro, que são de grande eficiência em sistemas onde as superfícies deslizantes são ásperas.

Extrusão

Em sistemas onde as pressões são altas, o funcionamento dos lábios de vedação pode ficar prejudicado se ocorrer desgaste ou extrusão na base da gaxeta, ocasionado pela modificação na distribuição de pressões sob a gaxeta; altas pressões podem, ainda, provocar rasgos nas gaxetas.
O desgaste ou extrusão na base das gaxetas são eliminados através da redução da folga diametral pela utilização de um reforço na base ou de uma borracha que suporte maiores pressões.
As gaxetas "UR" comumente rasgam quando submetidas a altas pressões.
As gaxetas admitem pequenos movimentos rotativos ou oscilantes, desde que projetadas para vedar tais sistemas.


Montagem

As gaxetas são montadas com os lábios de vedação voltados para o fluido a ser vedado e aconselha-se recobri-los com óleo ou graxa limpa para facilitar a montagem e mater os lábios lubrificados, principalmente para sistemas pneumáticos.
É necessário certo cuidado na montagem, a fim de não danificar os lábios por rebarbas, amassamentos ou qualquer defeito que possa existir nas peças do equipamento. A presençã de partículas abrasivas no sistema pode causar desgaste prematuro nos lábios de vedação.
Durante a montagem, se as gaxetas precisarem passar sobre roscas, furos radiais, canias, etc., será indispensável o uso de dispositivos para evitar danos nos lábios de vedação.

Se os alojamentos não forem projetados com critério, podem apresentar sérias dificuldades na montagem das gaxetas, como é o caso dos modelos "U" e "UR" para pequenos diâmetros e perfis. Essas gaxetas exigem alojamentos que permitam sua colocação sem precisar dobrá-las.

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Jogos de Gaxetas (Tipo Chevron)

Generalidades
O jogo de gaxeta convencional é um conjunto vedador formado por gaxetas "V", e por anéis tensionadores superior e inferior, projetados para movimentos alternativos de altas pressões, que estejam acima da capacidade de vedadores mais simples.
A pressão dos lábios das gaxetas "V" é proporcional à pressão do fluido, uma vez que esta age diretamente nos lábios de vedação. Devido a essa caracterísctica, os jogos apresentam desgastes mínimos e vedações excelentes, quando a pressão de montagem do jogo for mínima.
A pressão de montagem é dada pela compressão na altura do jogo, através do recurso de aperto previsto no alojamento. Esse recurso pode ser o sistema au'tomático ou o sistema espaçador.
Nota-se que existe uma preocupação geral com as tolerâncias da altura do jogo, quando não deveria existir, uma vez que, com os recursos dos alojamentos, essa tolerância admite valores de +-2,0mm.


Prolonga-se a vida útil do jogo com o aumento de compressão da altura do jogo, à medida que as gaxetas "V" apresentem desgaste. Nos sistemas automáticos, a mola mantém as gexetas "V" sempre comprimidas, compensando, assim , o desgaste, e melhorando a eficiência do jogo para baixas pressões.
À medida que se acrescenta gaxeta "V" ao jogo, o mesmo sofre modificações em suas características, ou seja, suporta maiores pressões, apresentando melhor vedaçào sob baixas pressões e aumentando o atrito.
Os jogos são recobertos com grafite para diminuir o coeficiente de atrito do sistema quando o mesmo iniciar sua operação.
Para o setor de projetos segue uma tablea que define as dimensões e quantidades de peças por jogo em função da pressão do fluido, mas essa tabela apresenta valores básicos, admitindo modificações, desde que com critério.

Montagem

Os jogos são montados com o lábio de vedação das gaxetas "V" voltados para o fluido a ser vedado. O grafite que recobre os jogos, facilita sua montagem.
Em certos sistemas, para facilitar a montagem, as peças dos jogos são cortadas com chanfro de 45o e montadas com o corte defasado de 180o ou 90o.
Da mesma maneira que nos vedadores anteriores, as rebarbas, partículas abrasivas, etc. danificam os lábios das gaxetas "V".
Nos sistemas onde exista alojamento e que o jogo selecionado esteja com a altura maior ou menos que a do alojamento, acrescenta-se ou diminui-se a quantidade de gaxetas "V" até atingir a pressão de montagem necessária.
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Retentores (Vedadores de Óleo)

 

Generalidades

Define-se o retentor convencional como um vedador dinâmico, que possui um anel metálico para dar rigidez ao perfil e uma vedação de borracha acoplada com mola coidal.
A função do retentor é assegurar a vedação entre um eixo com movimento rotativo é uma base estacionária, através de uma carga prévia da borracha do lábio de vedação e da pressão da mola.

Existem três manieras de evitar que, na troca do retentor, o mesmo gire sob a pista formada pelo retentor anterior, provocando desgaste prematuro no retentor novo.
1 - utiliza-se uma bucha como pista do retentor
2 - utiliza-se um anel espaçador no alojamento do retentor
3 - usina-se a profundidade do alojamento do retentor
O frequente descuido na montagem provoca danos sérios aos lábios de vedação, que podem ser eliminados com auxílo de dispositivos.

 

 
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